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	<title>Parelhas.NET - Há cinco anos levando Parelhas para o mundo &#187; Por Tertuliano Pereira Neto</title>
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		<title>ATENDENDO A PEDIDO &#8211; SALÃO CENTENARIO – 54 ANOS</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 11:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Por Tertuliano Pereira Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[
Junto com a estátua de S. Sebastião e com o que resta do Club Centenário, o Salão Centenário é uma das referencias históricas que marcaram a passagem do I Centenário de Parelhas, em 1956. Inaugurado em janeiro daquele ano, numa iniciativa do então proprietário, Florêncio Luciano, o Salão se apresentava como a grande novidade para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/06/nozinho.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-411" title="nozinho" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/06/nozinho.jpg" alt="" width="300" height="425" /></a></p>
<p>Junto com a estátua de S. Sebastião e com o que resta do Club Centenário, o <strong>Salão Centenário</strong> é uma das referencias históricas que marcaram a passagem do I Centenário de Parelhas, em 1956. Inaugurado em janeiro daquele ano, numa iniciativa do então proprietário, Florêncio Luciano, o Salão se apresentava como a grande novidade para a sociedade parelhense da época, com suas instalações em painéis de espelhos e 4 cadeiras giratórias luxuosas, vindas diretamente de S. Paulo. Ali passaram a se reunir, para cortes de cabelo e barba e para um animado bate papo, chefes políticos, comerciantes, fazendeiros, enfim, a elite local, entre eles Cirilo Santos, Manoel Virgilio, os irmãos Arnaldo, dr. Lordão, mons. Amâncio Ramalho, o próprio Florêncio Luciano, não esquecendo a presença assídua do elegante cego Zuzu com suas longas prosas. Os primeiros barbeiros a  assumir as luxuosas cadeiras do <strong>Salão Centenário</strong>, em 1956 foram, Manoel Cabral, Bernardo Cassiano, Severino Simão e João Barbeiro. Atualmente o  predio ainda mantem traços de seu período de sucesso, como o piso em mosaico, parte do painel de espelhos e uma das cadeiras giratórias ainda em atividade pelo atual proprietário Manoel Santana Filho (Norzinho Barbeiro). Hoje aos 77 anos e atendendo religiosamente sua freguesia, seu Norzinho iniciou ali suas atividades em 1959 e tempos depois, com a morte de Florêncio Luciano, adquiriu o predio  que desde então vem mantendo suas características originais. <strong>Para os parelhenses, amantes e zelosos do nosso Patrimônio Histórico o Salão Centenário representa um importante referencial.</strong></p>
<p><strong>Tertuliano P. Neto<br />
</strong></p>
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		<title>CACHORRADAS EM PARELHAS</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 13:43:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Por Tertuliano Pereira Neto]]></category>

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Numa cidade onde o vandalismo no trânsito ameaça os cidadãos, desafia e desmoraliza as autoridades, mais um “encosto” tira a tranqüilidade da população – as cachorradas !
Principalmente nos bairros periféricos as matilhas destes animais aparecem do nada e invadem as ruas.
Quando a população reclama a Prefeitura, numa atitude franciscana, manda avisar que vai soltar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/05/cachorrada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-409" title="cachorrada" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/05/cachorrada.jpg" alt="" width="554" height="324" /></a></p>
<p>Numa cidade onde o vandalismo no trânsito ameaça os cidadãos, desafia e desmoraliza as autoridades, mais um “encosto” tira a tranqüilidade da população – as cachorradas !</p>
<p>Principalmente nos bairros periféricos as matilhas destes animais aparecem do nada e invadem as ruas.</p>
<p>Quando a população reclama a Prefeitura, numa atitude franciscana, manda avisar que vai soltar a carrocinha o que dá tempo suficiente para que os animais sejam temporariamente escondidos. Aliás, nesta espécie de caçada urbana, ninguém ainda descobriu se são os cachorros que têm medo da carrocinha ou  se a carrocinha é que tem medo dos cães. O que se sabe é que de vez em quando aparece um dono de cachorro brabro, que ameaça prender os funcionários da Prefeitura, na própria carrocinha e manda-los para o canil municipal.</p>
<p>Enfim, parece que esta situação não será resolvida tão cedo, pelo menos enquanto houverem alguns políticos locais que, para ganhar simpatia e voto, defendem até cachorros vadios soltos nas ruas.</p>
<p>Por enquanto as cachorradas nas ruas de Parelhas estão servindo apenas de farra para a meninada que se diverte vendo os bichos “fazendo amor” nas vias públicas.</p>
<p>Por Tertuliano P. Neto</p>
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		<title>FEIRA LIVRE DE PARELHAS – 113 ANOS DE HISTÓRIA</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 18:20:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Por Tertuliano Pereira Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[A Historia da Feira Livre de Parelhas conta com mais de 100 anos. Na verdade, a primeira feira  semanal realizada neste município aconteceu em 1888, incentivada e promovida pelo Pe. Bento de Maria Barros, o primeiro padre a chegar a esta povoação. A promoção da feira foi a forma encontrada pelo padre Bento para consolidar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Historia da <strong>Feira Livre de Parelhas</strong> conta com mais de 100 anos. Na verdade, a primeira feira  semanal realizada neste município aconteceu em 1888, incentivada e promovida pelo Pe. <strong>Bento de Maria Barros</strong>, o primeiro padre a chegar a esta povoação. A promoção da feira foi a forma encontrada pelo padre Bento para consolidar a economia local e fortalecer o patrimônio da Igreja e da comunidade. Na época já havia a venerável <strong>Capelinha de S. Sebastião</strong>, construída em cumprimento a uma promessa contra a epidemia de cólera.</p>
<p>A feira inaugural de Parelhas foi realizada ao lado da Capela, na atual <strong>praça Felix Gomes – Centro Histórico de Parelhas</strong>, mais precisamente onde se localiza atualmente a agencia do Banco do Brasil</p>
<div id="attachment_376" class="wp-caption aligncenter" style="width: 413px"><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/05/feira1.jpg"><img class="size-full wp-image-376" title="feira1" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/05/feira1.jpg" alt="" width="403" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">Nesta fotomontagem atribuída ao fotógrafo parelhense, Francisco Calixto Dantas, (Tico), tirada em 1933, observa-se o Centro Histórico de Parelhas – praça Felix Gomes e rua Cosme Luiz, com o Pavilhão, onde hoje se localiza a agencia do Banco do Brasil. Aqui foi realizada  a primeira feira livre de Parelhas.</p></div>
<p><strong>TROPEIROS PIONEIROS</strong></p>
<p>Naqueles tempos, ainda na época do Império, quase não havia dinheiro circulando na região e nem produtos industrializados, daí os negócios eram mais à base de troca, principalmente de animais.</p>
<p>Os grandes responsáveis pelo rápido desenvolvimento do comercio e outras atividades produtivas na região, na virada do século XX,  foram <strong>os tropeiros que transportavam mercadorias e faziam o intercambio comercial no interior.</strong> Na prática, foram eles que introduziram nas vilas sertanejas, mercadorias como querosene, fósforo, fumo, açúcar, café, alem de tecidos, miudezas, ferramentas, etc.</p>
<div id="attachment_377" class="wp-caption aligncenter" style="width: 575px"><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/05/feira2.jpg"><img class="size-full wp-image-377" title="feira2" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/05/feira2.jpg" alt="" width="565" height="289" /></a><p class="wp-caption-text">Tropeiros reunidos em dias de feira, na praça pe. Bento, atual Arnaldo Bezerra, antes de 1932. Eram eles que abasteciam o mercado local, na época </p></div>
<div id="attachment_378" class="wp-caption aligncenter" style="width: 529px"><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/05/feira3.jpg"><img class="size-full wp-image-378" title="feira3" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/05/feira3.jpg" alt="" width="519" height="321" /></a><p class="wp-caption-text">Feira de animais na praça pe. Bento, em frente ao predio do Cine Ypiranga, atual Conselho Tutelar de Parelhas- 1932</p></div>
<p><strong>MERCADO PÚBLICO – SÍMBOLO DO DESENVOLVIMENTO DA ÉPOCA</strong></p>
<p><em> </em></p>
<p>Em 1910, já com a feira livre estabelecida na praça pe. Bento, foi construído o <strong>Mercado Público Municipal</strong>, onde rapidamente se instalou o comercio de tecidos, miudezas, perfumarias, gêneros alimentícios e fumo de rolo. A partir daí, praticamente toda a atividade comercial da Vila de Parelhas se concentrou no Mercado, entre “bodegueiros” e ambulantes locais e das vizinhanças.</p>
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		<title>RESENHA DE PARELHAS É VÍTIMA DE PLAGIO</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Apr 2010 16:44:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Por Tertuliano Pereira Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma das 8 edições da publicação Resenha de Parelhas – Memorial, teve um artigo copiado e reproduzido indevidamente no livro “A Rodagem” do escritor potiguar Pery Lamartine. Na página 75 do livro “A Rodagem” o autor reproduz o texto: O Tiroteio entre Perrepistas e Pelabuchos, cuja publicação original aconteceu em outubro de 2005, através da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/livro_a_rodagem.jpg"><img class="size-full wp-image-351 alignleft" title="livro_a_rodagem" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/livro_a_rodagem.jpg" alt="" width="292" height="409" /></a></p>
<p>Uma das 8 edições da publicação<strong> Resenha de Parelhas – Memorial, </strong>teve um artigo copiado e reproduzido indevidamente no livro “A Rodagem” do escritor potiguar Pery Lamartine. Na página 75 do livro “A Rodagem” o autor reproduz o texto: <strong>O Tiroteio entre Perrepistas e Pelabuchos, </strong>cuja publicação original aconteceu em outubro de 2005, através da <strong>Resenha de Parelhas.</strong></p>
<p>Segundo as leis e regras que protegem a propriedade intelectual, o autor Pery Lamartine deveria, pelo menos, citar a fonte do artigo transcrito em seu livro, o que não o fez, caracterizando no mínimo em falta de ética profissional.</p>
<p>Por enquanto o site <strong>Parelhas.net</strong> é o único meio eletrônico de comunicação, autorizado a divulgar publicações da <strong>Resenha de Parelhas. </strong></p>
<p><strong>Por: Tertuliano P. Neto<br />
</strong></p>
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		<title>SALVANDO A CASA DOS LUCAS</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 12:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Por Tertuliano Pereira Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[
Surgiu nesta semana uma possibilidade de reconstrução e preservação da histórica Casa dos Lucas, situada na saída norte da cidade de Parelhas.
Segundo pesquisadores do Patrimônio Histórico Parelhense, aquele prédio é na verdade a construção que ainda resta com características originais, da antiga fazenda Boqueirão, a primeira ocupação definitiva do município, criada em 1850 pelo pioneiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/casa_dos_lucas.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-342" title="casa_dos_lucas" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/casa_dos_lucas.jpg" alt="" width="467" height="362" /></a></p>
<p>Surgiu nesta semana uma possibilidade de reconstrução e preservação da histórica Casa dos Lucas, situada na saída norte da cidade de Parelhas.</p>
<p>Segundo pesquisadores do Patrimônio Histórico Parelhense, aquele prédio é na verdade a construção que ainda resta com características originais, da antiga fazenda Boqueirão, a primeira ocupação definitiva do município, criada em 1850 pelo pioneiro Felix Gomes..</p>
<p>Inicialmente, a fazenda Boqueirão ocupava o espaço entre a comunidade de Sussuarana, até a serra do Boqueirão, abrangendo as margens do rio Seridó, desde a atual rua Cosme Luiz (rua do Rio) e o bairro S. Sebastião, conhecido na época como rua do Grude.</p>
<p>Até cerca de 3 anos atrás a Casa dos Lucas era ocupada por um casal de tataranetos do pioneiro Felix Gomes, que ganharam por direito de herança do avô André Elias Pereira filho do major Antão Elisiario que por sua vez era filho de Felix.</p>
<p>Recentemente a propriedade foi comprada pela família de Ruth Medeiros, que pretende reconstruir e revitalizar o local transformando-o em um memorial do município de Parelhas. A sra. Ruth Medeiros é bisneta do major Antão Elisiario, sendo na prática também herdeira da memorável fazenda Boqueirão.</p>
<p>Por: Tertuliano P. Neto</p>
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		<title>CEMITERIO MEMORIAL DOS COLÉRICOS DO BOQUEIRÃO</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 12:08:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Por Tertuliano Pereira Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[SÚMULA DA HISTORIA
Até o ano de 1995 havia uma danceteria no local. Esta foto foi tirada durante uma missa celebrada em homenagem às vítimas da cólera em Parelhas.
O Cemitério Memorial dos Coléricos do Boqueirão, em Parelhas, foi construído no ano de 1856, para sepultar as vítimas da epidemia de cólera que atacava a região naquela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>SÚMULA DA HISTORIA</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/cemiterio1.jpg"><img class="size-full wp-image-337 aligncenter" title="cemiterio1" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/cemiterio1.jpg" alt="" width="373" height="243" /></a><em>Até o ano de 1995 havia uma danceteria no local. Esta foto foi tirada durante uma missa celebrada em homenagem às vítimas da cólera em Parelhas.</em></p>
<p>O Cemitério Memorial dos Coléricos do Boqueirão, em Parelhas, foi construído no ano de 1856, para sepultar as vítimas da epidemia de cólera que atacava a região naquela época. O local era protegido apenas por uma cerca de arame, nas margens da estrada do Boqueirão. Durante muitos anos aquele campo santo foi venerado como jazigo dos antepassados parelhenses, vitimas da doença.</p>
<p>No ano de 1956, durante as festividades do I Centenário de Parelhas, o Cruzeiro de madeira que marcava o local foi retirado e trasladado para a sacristia da Matriz de S. Sebastião, onde permanece até hoje. Depois o local foi abandonado e começou a ser loteado para construção de ruas.</p>
<p>Até o ano de 1995 funcionava no espaço do Cemitério Histórico, uma danceteria com o nome de “Algo Mais”.</p>
<p>No ano de 2002 a Câmara Municipal de Parelhas, através da lei municipal 1080/2002 tombou o Cemitério para o Patrimônio Histórico de Parelhas. Porem em 2003 a Prefeitura construiu no local, uma praça tosca, sem nome e nenhum referencial sobre a importância histórica do local.</p>
<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/cemiterio2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-338" title="cemiterio2" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/cemiterio2.jpg" alt="" width="387" height="237" /></a></p>
<p><em>Apesar de tombado para o Patrimônio Histórico de Parelhas, o local do Cemitério foi invadido em 2003 e sobre ele construída uma praça sem nome e sem nenhuma referencia à Historia.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Por:  Tertuliano Pereira Neto<strong> </strong></p>
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		<title>QUASE 2 KM DE PROBLEMAS</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 11:49:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Por Tertuliano Pereira Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cerca de 1  km de rua asfaltada, em linha reta, em declive suave, sem obstáculos nem moderadores de velocidade, passando pelas áreas de saída de 2 postos de combustível, pelo acesso do Terminal Rodoviário, seguindo ao longo do comercio local da rua Inácio Soares Barbosa, atravessando a área de segurança do Pelotão local da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/03/quase-2-km.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-285" title="quase-2-km" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/03/quase-2-km.jpg" alt="" width="577" height="374" /></a></p>
<p>Cerca de 1  km de rua asfaltada, em linha reta, em declive suave, sem obstáculos nem moderadores de velocidade, passando pelas áreas de saída de 2 postos de combustível, pelo acesso do Terminal Rodoviário, seguindo ao longo do comercio local da rua Inácio Soares Barbosa, atravessando a área de segurança do Pelotão local da PM e finalmente desembocando na rua 7 de Setembro, uma das vias mais estreitas da cidade; terminando na praça Arnaldo Bezerra em frente ao fórum Valentim Nóbrega até a av. Mauro Medeiros, onde continuam quase 800  metros de ruas também asfaltadas até o final da pe. Bento.</p>
<p>Este é, na verdade, o roteiro que a população parelhense já vem chamando de “bagunçódromo” pela ação de vândalos do trânsito, principalmente motocicletas em alta velocidade, direção perigosa e os famosos “rachas” muitos deles em plena luz do dia. No trecho da rua 7 de Setembro, inclusive em frente à área de segurança do Pelotão da PM, o barulho provocado pelas motos “turbinadas” é insuportável o mesmo acontecendo nos 300 metros de retorno do Beco Estreito que, por sinal é a rua mais estreita de Parelhas.</p>
<p>Toda esta situação deplorável criou-se há cerca de 3 meses logo após o recapeamento asfáltico da RN 86 que, nesta situação, atravessa o centro da cidade no sentido norte/sul.</p>
<p>É justo e democrático que a população reaja diante daquilo que tanto a incomoda, intranqüiliza e até ameaça, entretanto, observadores e entendidos no assunto afirmam que estas e outras mazelas que afligem a comunidade parelhense são efeitos causados por problemas estruturais, sedimentados ao longo do tempo, tanto pela omissão e incompetência de gestores públicos locais quanto pelos próprios cidadãos  que sempre toleraram os arroubos dos administradores,  abafados pelas regras da politicagem.</p>
<p>Hoje nenhum problema no âmbito de urbanismo, em Parelhas, é coisa nova, são velhos represamentos que apenas mudam de rumo, afirmam os conhecedores destas questões e um exemplo disto foi a infeliz idéia que a Prefeitura teve em aceitar, na época, que a rodovia RN 086 atravessasse o centro da cidade, num trecho de quase 2 km, exatamente pelas duas ruas mais estreitas. Na ocasião o argumento usado pela Prefeitura para assim proceder, foi que, pavimentando ruas estreitas sobraria material para as adjacências. Terminou mesmo sobrando só o trecho principal pois das vias laterais asfaltadas não restou um só grão de asfalto o que na época um certo político adversário chamou de “asfalto sonrisal”.</p>
<p>No rastro da tolerância e omissão dos poderes públicos, na obrigação de fiscalizar e normatizar, aqui se vê quase de tudo, inclusive invasão e fechamento de vias públicas, por construções particulares como é o caso das ruas Kleiton Kleber de Macedo e rua Edson Jackson de Medeiros no bairro Cruz do Monte.</p>
<p><strong>AUSENCIA DE AUTORIDADE</strong></p>
<p>Para sociólogos e outros profissionais na área de comportamento, o caso de Parelhas é simplesmente conseqüência da ausência de autoridade, pois, nestes circunstancias os indivíduos menos conscientes fazem do espaço público a extensão de suas casas e seus domínios, agindo ao arrepio das leis e regras já que não tem quem as imponha. Aqui, alem dos que “barbarizam” no trânsito como se este fosse extensão de seus quintais ou dos que invadem as ruas e calçadas com construções, a moda já chegou ao comercio, pois não é raro se vê em Parelhas, ruas, calçadas e avenidas bloqueadas com exposição de mercadorias, mesas de bares e serviços de oficinas e se alguém contesta logo vem a resposta: &#8211; Estamos autorizados pela Prefeitura.</p>
<p><strong>SOBRAS DE CAMPANHAS</strong></p>
<p>Nem é preciso pesquisar muito para se descobrir que alguns problemas crônicos e recorrentes em Parelhas são “sobras de campanhas” através de projetos e obras tidos como eleitoreiros, como é o caso do fantasmagórico Hemocentro que há quase 10 anos os políticos parelhenses chafurdam e nada conseguem resolver, como também a Oficina Escola no complexo do CSU, cujo predio foi totalmente destruído e saqueado nas barbas dos gestores públicos. E sem esquecer aqui o pouco aceitável asfaltamento da cidade, que inclusive vem servindo de palanque por quase 10 anos, fomentado pela</p>
<p>velha política do Pão e Circo.</p>
<p><strong> NEM POR ISTO PARELHAS PERDE O BRILHO</strong></p>
<p>A despeito das críticas daqueles que acham que não se deve divulgar os problemas da comunidade parelhense, para não manchar nossa imagem, acreditamos que, ao contrario, é saudável e democrático mostrar que estamos vigilantes, críticos, zelosos e não “maquiamos” a realidade desta terra que apesar de tudo,  continua bela, acolhedora e que merece o respeito dos ausentes e residentes.</p>
<p>Por: Tertuliano P. Neto</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tragédia Anunciada</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 19:39:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Por Tertuliano Pereira Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[ O prédio da Escola Estadual Felipe Bittencourt, situado no final da rua Pe. Bento, foi construído no local mais baixo da área urbana de Parelhas. Para completar a “grave inconveniência” a construção foi erguida no leito do conhecido riacho do açude de seu Louro, mesmo havendo um vasto espaço disponível no local, em nível [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/03/passagem_felipe6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-239" title="passagem_felipe" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/03/passagem_felipe6.jpg" alt="" width="498" height="367" /></a> O prédio da Escola Estadual Felipe Bittencourt, situado no final da rua Pe. Bento, foi construído no local mais baixo da área urbana de Parelhas. Para completar a “grave inconveniência” a construção foi erguida no leito do conhecido riacho do açude de seu Louro, mesmo havendo um vasto espaço disponível no local, em nível mais elevado.  De alguns anos pra cá o Colégio já foi invadido varias vezes por enchentes, porem, atualmente com a expansão urbana desordenada, sem critérios técnicos e construções clandestinas nos bairros Cruz do Monte e Ivan Bezerra, que ficam nas vertentes do riacho, já se pode prevê o que poderá acontecer durante uma chuva mais forte&#8230; Deus queira que não !  A foto que ilustra esta matéria foi tirada neste dia 16 de marco, após uma chuva que registrou apenas 48 mm, em solo ainda seco. ﻿</p>
<p>Por Tertuliano P. Neto</p>
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		<title>DEMOROU&#8230; MAS CHEGOU</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 11:22:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
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Mesmo com as grandes mudanças climáticas que vem acontecendo no Planeta nos últimos tempos, os sertanejos parelhenses ainda confiam em suas sábios e seculares prognósticos para um “bom inverno”. Mo meado deste mês de março, com o fim da Quaresma e a aproximação do Dia de S. José, foram chegando pequenos blocos de nuvens escuras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/03/1chuva1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-229" title="1chuva" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/03/1chuva1.jpg" alt="" width="423" height="317" /></a></p>
<p>Mesmo com as grandes mudanças climáticas que vem acontecendo no Planeta nos últimos tempos, os sertanejos parelhenses ainda confiam em suas sábios e seculares prognósticos para um “bom inverno”. Mo meado deste mês de março, com o fim da Quaresma e a aproximação do Dia de S. José, foram chegando pequenos blocos de nuvens escuras e isoladas que logo precipitaram “chuvas grossas” mesmo que passageiras. Este é um sinal de bom inverno, garantem nossos sertanejos.</p>
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		<title>Roteiro Histórico &#8211; Registro das primeiras ocupações territoriais, pelo chamado homem branco no município de Parelhas, de 1704 a 1816</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 13:50:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Por Tertuliano Pereira Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[APRESENTAÇÃO
Embora o conteúdo desta publicação seja focado para o Seridó Oriental, em especial para o território do município de Parelhas e vizinhanças, encontramos registros de Sesmarias em toda a Capitania da Paraíba, desde 10 de janeiro de 1596. É importante levar em conta que a atual micro região do Seridó Oriental fazia parte do território [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/registro.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-83" title="registro" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/registro.jpg" alt="" width="498" height="348" /></a>APRESENTAÇÃO<br />
Embora o conteúdo desta publicação seja focado para o Seridó Oriental, em especial para o território do município de Parelhas e vizinhanças, encontramos registros de Sesmarias em toda a Capitania da Paraíba, desde 10 de janeiro de 1596. É importante levar em conta que a atual micro região do Seridó Oriental fazia parte do território paraibano naqueles tempos.<br />
Segundo o historiador e acadêmico João de Lyra Tavares, em seu livro Apontamentos para a Historia Territorial da Parahyba, publicado em junho de 1909 e republicado em 1982, na Coleção Mossoroense, (800 páginas); de l596 a 1797 foram concedidas em toda a capitania paraibana cerca de l.097 sesmarias a maioria delas medindo 3 leguas de comprimento por 1 de largura (18 km quadrados).<br />
Estas sesmarias eram concedidas pelo Reino Português, principalmente aos militares, fidalgos, ajudantes de ordens do Reino e tambem a representantes da Igreja Católica. Segundo o documentário foram doadas terras públicas paraibanas a pelo menos 83 padres, principalmente aos jesuítas, num total aproximado de 1.494 quilômetros quadrados de extensão. Pelas leis portuguesas vigentes na época, para requerer terras públicas no Brasil era exigido que o pretendente fosse católico e pagasse dízimo à Igreja.<br />
Neste documentário o próprio historiador esclarece que estes dados, apesar de circunstanciados e seqüenciados, podem surgir dificuldades nas confirmações dos fatos, primeiro porque a maioria dos beneficiários das Sesmarias eram na verdade pessoas de influencia na Corte Portuguesa e requeriam estas terras através de simples informações sem terem interesse em ocupa-las ou faze-las produzir ou ainda em virtude das constantes mudanças nas leis de concessão. Na verdade, a primeira Lei Pátria, isto é, a primeira Lei Brasileira, no pós Independencia, dispondo sobre concessão de terras públicas no Brasil foi a de número 601 de 18 de Setembro de 1850. Outro aspecto que merece atenção neste documentário é que os limites das sesmarias eram demarcados através de acidentes geográficos, como rios, serras lagoas, etc. a maioria deles com nomes na língua indígena.<br />
Baseados neste documentário identificamos pelo menos 21 sesmarias concedidas no perímetro do atual município de Parelhas, de outubro de 1704 a dezembro de 1816.</p>
<p>Pesquisa, composição e textos: Tertuliano Pereira Neto<br />
Revisão acadêmica: Lucélia de Souza – UFRN<br />
Laísa Fernanda – UFRN<br />
Capa: Fotomontagem de Edson Cezar<br />
Diagramação; Edson Cezar<br />
Editor responsável: Tertuliano Pereira Neto – e-mail: tertulianojuazeiro@hotmail.com<br />
PARELHAS – RN<br />
AGRADECIMENTOS<br />
À família do saudoso historiador, ex-deputado e médico parelhense, Ulisses Bezerra Potiguar, por cederem o documentário que resultou nesta publicação.<br />
À professora Maria Madalena da Silva, pelo apoio acadêmico.<br />
À Séc. Munic. de Turismo, Cultura e Esporte da Pref. Munic. de Parelhas, pelo apoio logístico.<br />
À vereadora Maria da Guia Dantas, pelo incentivo às iniciativas em prol do Patrimônio Histórico de Parelhas.<br />
Aos empresários parelhenses que gentilmente patrocinaram esta edição.</p>
<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/colaboraram.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-84" title="colaboraram" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/colaboraram.jpg" alt="" width="617" height="673" /></a></p>
<p><em>A transcrição deste documentário, precedido de comentários do autor, foram extraídos na íntegra do livro <strong>Apontamentos para a Historia Territorial da Parahyba, do historiador e acadêmico João de Lyra Tavares, editado em junho de 1909 e republicado em 1982, na Coleção Mossoroense.</strong></em></p>
<p><em>Para melhor compreensão dos leitores apresentamos a interpretação de alguns vocábulos e termos usados na época:</em></p>
<p><strong><em>À custa de sua fazenda – </em></strong><em>feita pelo seu próprio trabalho</em></p>
<p><strong><em>Legoa </em></strong><em>– padrão de medida equivalente a 6 km</em></p>
<p><strong><em>Sorte de terra </em></strong><em>– pedaço ou fração de terra</em></p>
<p><strong><em>Gentio </em></strong><em>– indígena</em></p>
<p><strong><em>Faz barra </em></strong><em>– ponto de encontro de rios ou riachos</em></p>
<p><strong><em>Hereos </em></strong><em>– pessoa que requere uma propriedade</em></p>
<p><strong><em>Data de terra ou de sesmaria </em></strong><em>– área de terra delimitada e ocupada</em></p>
<p><strong><em>Sesmaria </em></strong><em>– área de terra pública doada pelo Império para fins de colonização</em></p>
<p><strong><em>Testadas de – </em></strong><em>nas vizinhanças de</em></p>
<p><strong><em>Metteo seus gados </em></strong><em>– iniciou uma criação de gado</em></p>
<p><strong><em>Ficando de fora o que não for capaz </em></strong><em>– excluindo aquilo que não serve ou interessa</em></p>
<p><strong><em>Ilhargas </em></strong><em>– partes mais baixas da propriedade</em></p>
<p><strong><em>Fazer peão </em></strong><em>– ponto de retorno ou meia volta</em></p>
<p><strong><em>Fazer situação </em></strong><em>– se situar ou se localizar</em></p>
<p><strong><em>Sacco </em></strong><em>– porção de terras baixas apertadas entre serras</em></p>
<p><em>O registro seguinte refere-se à primeira doação de sesmaria no território do atual município de Parelhas, segundo o historiador João de Lyra Tavares. Conforme a descrição do pedido a donataria e seus 4 companheiros requereram uma área de 18 quilômetros quadrados para cada um, limitando-se na serra do Cubaty, na Paraíba, descendo o rio Seridó até próximo à serra do Boqueirão, anexo à sesmaria do tenente Francisco Fernandes de Souza.</em></p>
<p><strong>Número 41 em 10 de Outubro de 1704 </strong>D. Rosa Maria Dourado de Albuquerque, Antonio Gonçalves Netto, José de Amorim dos Passos, Anna de Abreu e Manoel Monteiro, dizem que, moradores nesta capitania, tendo seos gados sem terra onde os creassem, tinham descoberto a custa de sua fazenda terras no sertão desta capitania, junto ao rio chamado Seridó, que confronta com uma serra chamada Cubaty e como estão devolutas pedem três legoas de comprido e uma de largo para cada um pelo dito rio Seridó acima, ficando intermeio o dito rio pelas cabeceiras de uma sorte de terras de Francisco Fernandes. Foi feita a concessão no governo de Fernando de Barros e Vasconcellos.</p>
<p><em>Pela descrição do requerimento esta sesmaria limitava-se na serra da Borborema (Boqueirão) até o atual município de Acari, junto ao rio Acauã.</em></p>
<p><strong>Número 68 em 11 de julho de 1707</strong>Pe. Manoel Thimoteo da Cunha, tenente coronel Gonçalo Rodrigues Castro e Francisco Fernandes do Souza, todos moradores nesta capitania, dizem que elles a custa de suas fazendas teem descoberto umas terras sitas no rio a que o gentio chama Seridó o qual passa pela serra da Borborema e faz barra no rio Acauan, em o dito rio pedem nove legoas de terras, treis para cada um dos hereos e uma de largo, de uma a outra parte do rio Seridó que só começarão a medir do poço a que o gentio chama Catururé, três legoas do dito poço para baixo, as quais foram dadas ao reverendíssimo Antonio de Viveiros e as pede elle hereo Manoel Trimoteo da Cunha, devolutas e desaproveitadas e do dito poço Catururé para cima até a segunda serra da Borborema pedem os ditos hereos tenente coronel Gonçalo Rodrigues de Castro e Francisco Fernandes de Souza, seis legoas na forma acima pedida. Foi feita a concessão a cada um de três legoas de comprido e uma de largo, sendo ao padre Manoel Thimoteo a do vigário Antonio de Viveiros, que consta não haver posse nos termos da lei, no governo de Fernando de Barros e Vasconcellos.</p>
<p><em>O pedido de concessão a seguir refere-se a uma área localizada entre o rio Seridó e o rio Quintos (Mucutu), no sopé da serra do Boqueirão, começando na localidade conhecida como as Areias, passando pela Várzea do Barro indo até a comunidade de Quintos de Cima e limitando-se a oeste com Jardim do Seridó.</em></p>
<p><strong>Número l42 em 28 de Maio de 1717</strong>Padre Luiz Quaresma Dourado, sacerdote do hábito de S. Pedro, morador nesta capitania, diz que tem seus gados no sertão dos Carirys sem terras próprias em que o situar e porque tem descoberto na serra da Borburema um olho d’agua e partes capazes de crearem gados, o qual olho d’agua fica entre os rios Mucutu e Seridó e corre por entre duas serras que distam uma da outra perto de uma légua caminha deste a um riacho que com diversa nascença vem da parte do dito Mucutu e faz barra no rio Seridó abaixo da serra do Boqueirão e para crear seus gados e poder ter suas lavouras pedia lhe fizesse mercê passar-lhe carta de data de sesmaria de três léguas de terras de comprimento e uma de largura, começando no dito olho d’agua para cima meia légua de comprido e duas léguas e meia do dito olho d’agua para baixo, com uma légua de largo pelos rumos que der o dito olho’agua na forma referida sem foro algum mais que somente dízimo a Deus. Foi feita a concessão no governo de João da Maia da Gama.</p>
<p><em>Esta parece ser a sesmaria que por mais tempo ocupou o atual território parelhense, servindo inclusive de referencia para as vizinhanças. As demarcações são bem explícitas, começando no Boqueirão da Serrota onde se localiza atualmente a Barragem Boqueirão, indo até a serra de Cubaty e nos limites sul pela comunidade de Olho d’agua do Boi até o município de Equador.</em></p>
<p><strong>Número 193 em 30 de Agosto de 1723</strong>O tenente Francisco Fernandes de Souza, morador no sertão entre o Cariry e Piranhas, diz que há mais de vinte e três annos elle supplicante à sua custa e com muito risco de sua propriedade pelos tapuias bárbaros, que invadem aquelles sertões, descobrio um sitio de terras entre a serra da Borburema em o rio do Seridó e Cubaty pela língua do gentio, em o qual metteo elle supplicante seos gados e está nelle morando pelo ter povoado e estar logrando, dentro do dito tempo sem contradição de pessoa alguma; e requeria três legoas de terras de comprimento e uma de largura, correndo para o sul até os tanques de Felipe Dias, pegando do logar donde melhor lhe parecer no riacho dos Preás, começando no Boqueirão da Serrota; sendo demarcadas salteadas, ficando de fora o que não for capaz. Fez-se a concessão de três legoas de terras de comprimento e uma de largura, successivas e não salteadas, no governo de João de Abreu Castello Branco e foi confirmada pelo rei de Portugal em 20 de Dezembro de 1724.</p>
<p><em>Os registros a seguir mostram dados conflitantes de localização pois a área entre o riacho Caibreiras e o sitio Olho d’agua, nos limites oeste pela serra da Borburema não abrangeriam três léguas sem invadir sítios vizinhos. Mesmo assim a concessão foi aceita.</em></p>
<p><strong>Número 263 em 11 de junho de l739</strong>Thomaz Diniz da Penha, morador no sertão do Seridó desta capitania tendo descoberto há annos a esta parte um riacho chamado das Carahibeiras, cujo nascia entre a serra da Borburema e outra serrota que fica para a parte do poente nas ilhargas dos sítios Olho d’agua que possui o supplicante por título de sesmaria no dito sertão e dito riacho Carahibeiras que desagoa no rio Seridó, onde fazia barra e porque o supplicante tenha seos gados e necessidade de terra para os crear e esteja o dito riacho e terras contíguas, devolutas, requeria três legoas de terra de comprido e uma de largo no dito riacho das Carahibeiras; principiando a medir-se nas cabeceiras do mesmo riacho, três legoas por elle abaixo até entestar com os providos e uma legoa de largo, meia legoa para cada parte do dito riacho, ficando este em meio. Opinou o Senhor Procurador da Fazenda para se por editaes por 30 dias, com o que concordou o Senhor Provedor. Replicou o supplicante allegando o uso inveterado e o prejuiso que soffria com a demora e que a terra pedida ficava entre a serra da Borburema e uma data que pedio o anno passado a este governo. Foi attendido pelo governador em despacho no qual declarou ter ouvido os advogados do auditório e fez-se a concessão no governo de Pedro Monteiro de Macedo.</p>
<p><em>O capitão mor Francisco Arruda Câmara foi, possivelmente o maior beneficiário de sesmarias no Seridó Oriental e Cariry. Segundo o documentário ele e seus familiares requeram e ganharam mais de 10 concessões na região. Segundo alguns historiadores existem atualmente em Parelhas e região vários descendentes da família Arruda Câmara.</em></p>
<p><strong>Número 285 em 22 de julho de 1741</strong>Francisco Arruda Câmara, morador nesta capitania, sendo senhor e possuidor de uma sorte de terras, sita no sertão do Cariry, no riacho do Padre e outros mais que desagoão no dito riacho alcançando as ditas terras em sesmaria em 1735 e está possuindo desde o dito tempo até o presente; e porque da dita terra para a parte do nordeste há um riacho que vem da parte da serra da Borburema e atravessa a serra da Timbauba buscando a cabeça de outra serra também chamada Timbaúba, que corre quase sueste noroeste e fenece quase no dito riacho, chamado da Carahibeira por nelle haverem muitas de uma grande cachoeira que faz ao atravessar a dita serra Timbaúba acima da cachoeira corre um riacho à mão direita chamado Gado-bravo, que faz barra na dita cachoeira com outro que fica à mão esquerda, e para evitar contendas com algum ambicioso que a peça embora só com o beneficio possa servir de logradouro para o tempo do verde e é chamado o dito riacho na barra que faz no riacho do Padre, riacho da Jaramataia por haver na barra muito matto deste nome, requeria três legoas na dita terra e riacho a saber, fasendo peão na dita Cachoeira legoa e meia pelo dito riacho abaixo das Carahibeiras, correndo rumo direito e outro tanto da dita cachoeira para cima pelo riacho Gado-bravo rumo direito por serem sobras. Fez-se concessão no governo de Pedro Monteiro de Macedo.</p>
<p><em>As referencias desta sesmaria indicam que ela localizava-se na divisa dos municípios de Parelhas com Carnaúba dos Dantas, nos atuais limites com o Estado da Paraíba, mais precisamente a leste no povoado Sto. Antonio da Cobra.</em></p>
<p><strong><em>Número 287 em 6 de Agosto de 1741</em></strong>O tenente Antonio de Souza Soares e Ignácio Pereira da Cunha, tendo seos gados para creação dos quaes pedirão uma data de seis legoas de terras, no riacho Sto. Antonio, no sertão do Seridó, e porque na largura de sua data corre um riacho chamado Carnaúba, que dista meia legoa ao riacho delles supplicantes da parte do norte, e como pode haver dúvida que alguém queira metter-se no dito riacho entre elles supplicantes e José Gomes de Farias, provido do chamado Cubaty da parte do sul, pedião o dito riacho, três legoas para elle acima, correndo do nascente para o poente nas testadas de Francisco Fernandes com a largura que se achar entre elles supplicantes e o dito riacho Cubaty. Fez-se a concessão até três légoas de comprido, no governo de Pedro Monteiro de Macedo.</p>
<p><em>O registro seguinte define bem a sesmaria, localizada entre o sitio Raposa (atual Santana do Seridó) e a comunidade de Catururé, passando pela Sussuarana. Aqui o requerente ainda ganhou “sobras de terras devolutas” na atual comunidade de Quintos de Cima.</em></p>
<p><strong>Número 289 em 30 de Outubro de 1741</strong>O capitão Manoel da Fonseca Calaça, morador nesta capitania, era senhor de um sitio de terras na ribeira do Seridó, chamado Catururé, o qual houvera por compra do coronel Gonçalo Rodrigues, morador nesta capitania; e porque entre o mesmo rio Seridó e o sitio Raposa, ilhargas do dito sitio Catururé, se achavão dois riachos, um chamado Riachão e outro riacho da Sussuarana ou também verde, conforme alguns e na língua do gentio Jará e nestes dois riachos succedia em annos favoráveis dar água de cacimba, e elle supplicante não queria contenda com pessoa alguma e para evitar que ahi se venha metter alguém requeria três légoas de terras de comprido e uma de largo para a parte do mesmo rio Seridó, fasendo peão no riacho chamado Riachão, no logar onde da água de cacimba, pegando nas testadas de Domingos Pereira da Silva, buscando o riacho chamado Sussuarana, confrontando com uma parte com o poço Catururé ou Pedras lavradas e por outra com o sitio da Raposa e serra do Boqueirão, que estas são as sobras que se achão devolutas do dito sitio acima nomeado. Fez-se a concessão, no governo de Pedro Monteiro de Macedo.</p>
<p><em>Os termos desta concessão são bem esclarecedores pois os requerentes pedem uma sesmaria anteriormente concedida ao capitão Francisco Arruda Câmara, nas imediações da atual comunidade de Malhada Grande e que não teria sido ocupada pelo mesmo conforme determinava a lei da época. Aqui aparece mais uma vez, como vizinho, o tenente Francisco Fernandes de Souza.</em></p>
<p><strong>Número 320 em 30 de Outubro de 1743</strong>Cosme Soares Pereira e Antonio Vaz Marinho, moradores nesta capitania dizem que elles supplicantes a custa de sua fazenda que deram ao gentio descobriram uma sorte de terras devolutas e desaproveitadas, a qual tendo pedido Francisco de Arruda Câmara e outros sócios mais lhes concedeo a nove annos e em todo este tempo não fiseram beneficio algum para as cultivar, e na verdade porque não sabiam da dita terra que a pediram por informações quelhes deram e assim nunca as cultivaram, de que denunciam os supplicantes e protestam defenderem, cuja sorte de terras principia na cabeceira dos riachos dos Porcos correndo de nascente para o poente, e deságua no riacho do Seridó grande, confrontado pela parete do nascente com terras de Anna de Oliveira e pela parte do poente com terras de Matheos Bizerra, a que chamão Cornichava e pela parte do norte com o riacho Salgado terras de José Nunes e pela parte do sul com terras de Francisco Fernandes; e porque tem os supplicantes seos gados para crear pediam em conclusão se lhes concedesse três léguas de comprido e uma de largo na parte acima confrontada para a creação dos seos gados. Foi feita a concessão, no governo de Pedro Monteiro de Macedo.9</p>
<p><em>Este pedido de concessão é curioso pois um certo pe. Manoel Garcia requereu e ganhou, para sua irmã, uma sesmaria em cima da serra do Boqueirão.</em></p>
<p><strong>Número 341 em 23 de Novembro de 1744</strong>Padre Manoel Garcia Velho do Amaral, sacerdote do hábito de S. Pedro, como procurador de sua irmã D. Anna Luiza de Assumpção, diz que a custa de sua fazenda delle supplicante lhe descobrio o gentio um olho d’agua chamado Tacuary sobre a serra da Borborema, o qual deságua no rio Seridó sem confrontações da parte sul e norte mas que a mesma cerra, e de leste a oeste com os providos do Seridó e os mais a quem directamente pertencer, e porque carece de terras para crear seos gados do que se segue utilidade à Fazenda de S. M., pelo augmento dos dízimos, e porque quer se lhe conceda três léguas de comprido e uma de largo, ou três de largo e uma de comprido, ou uma légua e meia em quadro, como melhor lhe convier, ficando sempre dentro da dita terra o olho d’agua mencionado para nelle fazer situação, pedia em conclusão se lhe concedesse em nome de S. M. para a dita sua irmã a dita terra por data e sesmaria, na forma acima confrontada. Foi feita a concessão no governo de João Lobo de Lacerda.</p>
<p><em>A sesmaria seguinte parece ser mais uma concessão em conflito pois abrange outras já concedidas na região entre Frexeiras (atual município de Equador) e a comunidade de Quintos do Meio até o poço Muquitu (Caldeirões).</em></p>
<p><strong>Número 595 em 10 de Fevereiro de 1763</strong>José Pinto da Costa, morador em Bananeiras, diz que descobriu um olho d’agua chamado Matinada, dentro da serra da Borburema, extrema da ribeira do Seridó e Cariry, que corre de nascente a poente e deságua para o rio dos Quintos, e ambos vão fazer barra no rio Seridó, com terras devolutas que pretende por sesmaria três léguas de comprido e uma de largo, fazendo peão no dito olho d’agua Matinada, duas léguas do norte para o sul até os providos do poço Muquitu com uma légua e meia para cada banda e uma légua de nascente para poente, fazendo testada com os providos do sitio Frexeiras, e da parte do poente com os providos dos sítios dos Quintos dos herdeiros do Mestre de Campos Luiz Xavier Bernardo, ficando dentro o lho d’agua do Pão Ferro e todas as mais águas que se acharem na comprehensão, com todos os seus logradouros, inteirando-se por onde melhor lhe convier. Foi feita a concessão no governo de Francisco Xavier de Miranda Henrique.10</p>
<p><em>Em meados do século XVIII a Coroa Portuguesa estabeleceu novas regras e critérios para concessão de sesmarias, inclusive anulando algumas doações. A partir daí começaram a surgir novos pedidos sobre as já existentes como foi o caso seguinte.</em></p>
<p><strong>Número 624 em 12 de março de 1766</strong>D. Antonia Xavier Cavalcante, filha legítima do capitão Cesemiro da Rocha Coelho, morador de Goyanna, diz que seu pae possui o sitio Quintos, na ribeira do Seridó, por sesmaria concedida a sua mãe D. Florência Inacia Cavalcante, e como no dito sitio há terra devoluta e poderá algum pretendente metter-se na posse dellas, queria a supplicante para evitar contenda tirar por sesmaria três léguas de comprido e uma de largo, meia para cada banda, pegando no olho d’agua chamado Cubecu, testada da data concedida a sua mãe, correndo pelo rio acima, do sitio do Poço, que foi dos padres da Companhia, pedindo em conclusão a terra mencionada. Foi feita a concessão, no governo de Jeronymo José de Mello e Castro.</p>
<p><em>A partir desta época as sesmarias começaram a ser vendidas ou negociadas de outras formas, estabelecendo-se aí uma intensa especulação, como aconteceu com concessão seguinte, localizada na região dos Quintos.</em></p>
<p><strong>Número 705 em 23 de Novembro de 1775</strong>André de Barros Madeira, morador no Seridó diz que precisa de terras para crear seos gados, e como de sete para oito annos possui um sitio das Queimadas em cima da serra da Borborema, o qual descobriu, e nelle tem cultivado, a saber: da parte sul pega da testada do sitio de José Pinto com três legoas de largo para o norte e da parte do nascente do sitio que foi de Francisco Fernandes e para o poente com o sitio dos Quintos, fazenda de Cassimiro Coelho e porque o supplicante está possuindo o dito sitio sem data quer por sesmaria o dito sitio das Queimadas com três legoas de terra de comprido e uma de largo, ou vive versa, com todas as vertentes e logradouros. Foi feita a concessão no governo de Jeronymo José de Mello Castro.</p>
<p><em>Segundo o documentário do historiador João de Lyra Tavares a sesmaria de Caetano Dantas Correia foi a única nas vizinhanças do atual município de Parelhas que foi efetivamente ocupada, progrediu e atravessou a historia ate nossos dias. Ainda, segundo o documentário, a doação foi requerida e concedida a Caetano Dantas, pois seu antigo beneficiário, Luiz Quaresma Dourado, teria ganho a mesma area e depois a teria abandonado. Esta sesmaria histórica para os seridoenses abrangia o atual município de Carnaúba dos Dantas, passando pela serra da Rajada e avançando 3 leguas (18 km) até o município de Acari.</em></p>
<p><strong>Número 925 em 12 de Fevereiro de 1788</strong>Caetano Dantas Correia, diz que carece de terras para seos gados e plantações e porque se acham terras devolutas no riacho Carnaúba, junto ao sitio da serra da Rajada, Carnauba e &#8230; que tirou por data seu ante possuidor Luiz Quaresma Dourado, quer por sesmaria três léguas de sobras entre os mesmos sítios. Foi feita a concessão no governo de Jeronymo José de Mello e Castro.</p>
<p><em>Embora não existam registros consistentes é provável que esta sesmaria, que segundo o documentário, abrange toda a área do Boqueirão até a atual comunidade Barra, ao longo do rio Seridó, até a comunidade de Tuiuiú, tenha sido ocupada definitivamente pelos pioneiros parelhenses, Felix Gomes, Sebastião Gomes, Cosme Luiz, Manoel Norberto, Miguel Maria de Araújo e outros, no inicio do século XIX, dando assim origem ao atual município de Parelhas.</em></p>
<p><strong>Número 925 em l de Setembro de 1788</strong>José da Costa Machado, Manoel Dias Vieira e João Dias da Costa, moradores em Goyanna, dizem que tem peso de gado no sitio Boqueirão, ribeira do Seridó, e porque nas ilhargas do mesmo sitio na parte do sul se acham sobras entre o mesmo sitio, Jardim, Carnaúba e riacho de Sant’anna as quais precisam, pedem três léguas de comprido e uma de largo ou o que na verdade se achar, pegando da primeira serra da Borburema, da parte do poente até a segunda, ou os providos da mesma serra da parte do nascente, e do sul com os providos dos mencionados sítios e riacho de Sant’anna e para o norte com o do Boqueirão. Foi feita a concessão no governo de Jeronymo José de Mello Castro.</p>
<p><em>Esta sesmaria localizava-se no atual município de Santana do Seridó. É provável que a área tivesse sido requerida por diversos sesmeiros e depois abandonada.</em></p>
<p><strong>Número 1117 em 18 de Dezembro de 1816</strong>Felix Francisco de Brito do termo do Pilar, diz que havendo comprado à viúva de Ignácio de Abreu Bizerra uma sorte de terras no rio chamado dos Quintos no sertão do Seridó onde já situou gados e não tendo descoberto a sesmaria implora a concessão das ditas terras com três léguas de comprido fazendo peão no logar Quintos de cima, e uma légua de largo meia para cada lado do sobredito rio contestando pelo poente com as terras do sitio Santa Anna e S. Bento, e pelo nascente norte e sul com os respectivos providos. Foi feita a concessçao por André Alves Pereira, Ribeiro Cirne, João Bernardo Madeira governadores interinos.</p>
<p><strong><a title="Versão para impressão em PDF" href="../roteiro.pdf" target="_blank">VERSÃO PDF PARA IMPRESSÃO</a></strong></p>
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		<title>Sorteio para ver quem fica com o apoio do Prefeito (charge)</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 11:27:20 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/charge1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-60" title="charge1" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/charge1-300x258.jpg" alt="" width="300" height="258" /></a></p>
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		<title>A Desculpa dos Aliados (charge)</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 11:25:38 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_57" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/charge2.jpg"><img class="size-medium wp-image-57" title="charge2" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/charge2-300x240.jpg" alt="" width="300" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Clique para ampliar</p></div>
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		<title>Localiza do mais completo documentário sobre as origens de Parelhas e do Seridó oriental</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 15:41:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegou às mãos da professora Maria Madalena, neste inicio de novembro, cerca de 12 exemplares de um livro raro intitulado Apontamentos para a Historia Territorial da Parahyba, do historiador e acadêmico João de Lyra Tavares. A versão original da obra foi publicada em junho de 1909 e reeditada na íntegra pela Gráfica do Senado em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/livro.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-38" title="livro" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/livro-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Chegou às mãos da professora Maria Madalena, neste inicio de novembro, cerca de 12 exemplares de um livro raro intitulado <strong>Apontamentos para a Historia Territorial da Parahyba</strong>, do historiador e acadêmico João de Lyra Tavares. A versão original da obra foi publicada em junho de 1909 e reeditada na íntegra pela Gráfica do Senado em l982.</p>
<p>Esta obra antológica, com cerca de 800 páginas, contem registros, datas e nomes, enfim, todo o referencial histórico do Seridó Oriental, desde janeiro de 1586 até o ano de 1856, portanto, 300 anos de relatos e registros, muitos deles referentes às origens do município de Parelhas.</p>
<p>Ao tomarem conhecimento do conteúdo do livro alguns estudantes do Curso de Historia, de UFRN, de Caicó afirmaram que de fato esta é a publicação mais completa e esclarecedora das origens dos municípios seridoenses. A professora Madalena encarregou-se de distribuir os exemplares da obra, nas escolas de Parelhas e também na Biblioteca Municipal.</p>
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		<title>Quanto custa um traficante de drogas para o contribuinte?</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 15:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma pergunta bem pertinente e incômoda surgiu nesta sexta feira (23), quando a operação Cheque Mate, realizada em Parelhas, pela Policia do Rio Grande do Norte prendeu 10 traficantes de drogas e seus associados na cidade: – Quanto custa um traficante de drogas para o bolso do contribuinte ? De imediato a pergunta se divide [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/helicoptero.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-33" title="helicoptero" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/helicoptero-300x123.jpg" alt="" width="300" height="123" /></a>Uma pergunta bem pertinente e incômoda surgiu nesta sexta feira (23), quando a operação Cheque Mate, realizada em Parelhas, pela Policia do Rio Grande do Norte prendeu 10 traficantes de drogas e seus associados na cidade: – <strong>Quanto custa um traficante de drogas para o bolso do contribuinte ?</strong> De imediato a pergunta se divide em duas outras: – <strong>Quanto custa este criminoso… solto ou preso ?</strong></p>
<p>Primeiro, enquanto este tipo de delinqüente está em liberdade, os prejuízos sociais e econômicos por ele causados são enormes, incontroláveis e imprevisíveis. Veja-se o que vem acontecendo, por exemplo, no Rio de Janeiro. Neste aspecto o cidadão de bem, alem de atingido pelo crime ainda contribui para o suprimento de verbas milionárias para o Governo combate-los. Por outro lado, mesmo depois de preso e sob custodia do Estado o traficante continua consumindo dinheiro público e sempre tornam-se ainda mais caros.</p>
<p>Avaliando por este lógica alguns grupos de populares que observavam as intensas movimentações dos policiais na cidade, nesta sexta feira, chegaram à conclusão, num cálculo preliminar, que o total do custo direto da Operação Cheque Mate poderia ser suficiente para se construir 5 casas populares, ou financiar 10 transplantes de rins ou ainda distribuir pelo menos 5 mil cestas básicas à população carente. Isto sem levar em conta os custos indiretos, uma vez que até chegar ao cumprimento de uma eventual condenação os traficantes ainda ocupam defensores públicos, promotores, juizes e toda a complexidade do Poder Judiciário.</p>
<p>Apesar de tudo os observadores ainda se dão por satisfeitos ao considerarem a eficiência e os bons resultados demonstrados pelas operações policiais aqui realizadas, desarticulando quadrilhas de vagabundos que ainda insistiam em infernizar a comunidade parelhense.</p>
<p>Enfim, mesmo com todos estes números hipotéticos o cidadão de bem não pode esquecer os valores maiores, incalculáveis por máquinas e cérebros, que são a vida e a dignidade humana, sempre relegados a segundo plano nos últimos tempos.</p>
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		<title>Agrediram o Português na vista da Governadora</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 15:35:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não resta dúvida que a comunidade parelhense ficou satisfeita com o Restaurante Popular, inaugurado aqui neste dia 5, pela gov. Wilma de Faria. É um projeto de grande abrangência social e combate às desigualdades. Com muita justiça o povo agradece.
Entretanto, benefícios e inaugurações à parte, a imprensa local não poupou o “mico” pago por alguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/foto-300x225.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-31" title="foto-300x225" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/foto-300x225-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Não resta dúvida que a comunidade parelhense ficou satisfeita com o Restaurante Popular, inaugurado aqui neste dia 5, pela gov. Wilma de Faria. É um projeto de grande abrangência social e combate às desigualdades. Com muita justiça o povo agradece.<br />
Entretanto, benefícios e inaugurações à parte, a imprensa local não poupou o “mico” pago por alguém que expôs uma faixa ao lado do palanque da inauguração, em que exibia um grosseiro erro de português. Que o povo agradece é verdade; mas que o povo agradecem, aí é mico !<br />
Este episodio fez lembrar um candidato tucano que há dias atrás se deparou com uma faixa de propaganda também “sacrificando” o português. Diante da situação o candidato aumentou ainda mais o mico ao comentar: – isto deve sido feito no interior.</p>
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		<title>O povo paga para assistir atos de vandalismo no hospital de Parelhas</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 14:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os atos de vandalismo e desacato praticados por indivíduos embriagados ou drogados nas dependências do hospital dr. José Augusto Dantas, em Parelhas, parece que vão terminar mesmo virando uma espécie de “cultura da banalização”. Mesmo amplamente divulgados pela imprensa local, estes fatos continuam sendo rotina naquele hospital, principalmente nos fins de semana quando indivíduos alcoolizados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/hospital2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-24" title="hospital2" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/hospital2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Os atos de vandalismo e desacato praticados por indivíduos embriagados ou drogados nas dependências do hospital dr. José Augusto Dantas, em Parelhas, parece que vão terminar mesmo virando uma espécie de “cultura da banalização”. Mesmo amplamente divulgados pela imprensa local, estes fatos continuam sendo rotina naquele hospital, principalmente nos fins de semana quando indivíduos alcoolizados sofrem acidentes de motocicletas e, em condições deploráveis e alterados, procuram atendimento de emergência.</p>
<p>Segundo a direção do estabelecimento, ali são comuns atitudes agressivas, palavrões e ameaças, sendo necessário a intervenção policial e os raros momentos de tranqüilidade só acontecem quando a policia faz blitz pelas ruas, inibindo assim as arruaças que terminam sempre na emergência do hospital.</p>
<p>Para observadores que conhecem esta realidade, o que vem acontecendo por aqui é a cultura da tolerância e da impunidade, até porque, apesar das constantes ocorrências destes fatos não existe um único registro policial relatando estas infrações.</p>
<p>A esta altura não custa nada lembrar aos poderes públicos a quem compete administrar o hospital de Parelhas, que se alguém se embriaga ou se droga e não valoriza a própria integridade física o problema é dele, porem, nunca esquecer que o atendimento hospitalar nestas circunstancias custa um bom dinheiro aos cofres públicos, dinheiro este que certamente fara falta para atender a quem realmente necessita.</p>
<p>Neste inicio de setembro, por exemplo, um dos embriagados acidentados precisou de atendimento mais complexo, com deslocamento de ambulância e estadia de UTI, em Natal, e segundo a direção do hospital o custo de um tratamento como este pode chegar a mais de 10 mil reais.</p>
<p>Por Tertuliano P. Neto</p>
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		<title>Meio Ambiente</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 14:40:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As represas da poluição começão a estourar em Parelhas
O represamento de problemas crônicos arrastados ao longo do tempo sem que os gestores públicos tivessem interesse em resolve-los resultaram, neste mês de agosto, numa serie de medidas drásticas tomadas pelo Ministério Público e órgãos federais de fiscalização, contra as ameaças ao Meio Ambiente e à Saúde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/lixao-300x117.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-16 alignleft" title="lixao-300x117" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/lixao-300x117-150x117.jpg" alt="" width="150" height="117" /></a>As represas da poluição começão a estourar em Parelhas</strong></p>
<p>O represamento de problemas crônicos arrastados ao longo do tempo sem que os gestores públicos tivessem interesse em resolve-los resultaram, neste mês de agosto, numa serie de medidas drásticas tomadas pelo Ministério Público e órgãos federais de fiscalização, contra as ameaças ao Meio Ambiente e à Saúde Pública em Parelhas e vizinhanças.</p>
<p>Primeiro foram interditadas as lagoas de estabilização de esgotos da CAERN, que há anos o próprio Ministério Público vinha tentando ajustamentos de conduta e projetos para solução daquele grave problema porem o Governo do Estado, a quem compete administrar o serviço, sempre fez vistas grossas. Só que agora, alem da interdição do local o próprio Estado foi condenado a pagar com dinheiro do contribuinte, uma multa de 300 mil reais.</p>
<p>Logo em seguida foi a vez do famigerado Lixão, que também por obra e graça do descaso dos gestores públicos dos últimos 30 anos, virou caso de Saúde Pública, de Crime Ambiental  e de Justiça. Tudo empurrado com a barriga sempre se achando que a tolerância não tinha limites. Isto está custando ao contribuinte de Parelhas, uma multa de 50 mil reais. Neste mês de agosto o Lixão foi lacrado pelo IBAMA, já que não havia outro jeito e pelo menos até este dia 17 os parelhenses não tinham para onde levar seu lixo.</p>
<p>A terceira bola cantada neste arrocho foi o Matadouro Municipal, interditado nesta segunda feira (17), pela fiscalização federal e pra fechar a conta uma multa de 20 mil reais, também para o contribuinte pagar.</p>
<p>Para observadores parelhenses não foi surpresa estas ações pois há muito tempo vem se falando aqui sobre a tolerância que, ao longo do tempo virou uma espécie de cultura local. Neste aspecto as opiniões até se dividem. Uns acham que talvez agora os gestores públicos terminem entendendo a lição e outros acreditam que esta lição doe mesmo é no bolso do povo, pois só com a bronca do Lixão o cidadão contribuinte parelhense vai precisar gastar o dinheiro do imposto, por exemplo, de aproximadamente 20 toneladas de açúcar ou de 10 toneladas de feijão vendidos no comercio.</p>
<p>Enfim, para o atual prefeito Francisco Assis de Medeiros, que nestes primeiros 6 meses de governo já foi obrigado a consertar vários “estouros dos represamentos” de problemas crônicos, resta bater os pregos e virar as pontas e continuar tentando colocar definitivamente o poder público local nos trilhos do século XXI, mesmo querendo pegar o rato sem apertar o rabo do gato.</p>
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		<title>A MUNDIÇA DO SENADO</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 14:38:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como todo nordestino, seridoense, que se orgulha de nossos valores morais, culturais e éticos, não poderia deixar de manifestar minha indignação diante dos deploráveis episódios que nos últimos tempos vem acontecendo no Senado Brasileiro. Aqui não vou usar a semântica formal mas me expressar através da nossa cultura lingüística, com neologismos e regionalismos. Talvez assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todo nordestino, seridoense, que se orgulha de nossos valores morais, culturais e éticos, não poderia deixar de manifestar minha indignação diante dos deploráveis episódios que nos últimos tempos vem acontecendo no Senado Brasileiro. Aqui não vou usar a semântica formal mas me expressar através da nossa cultura lingüística, com neologismos e regionalismos. Talvez assim esta mensagem se torne mais compreendida.</p>
<p>“Será que esta meia dúzia de papangus do Senado não tem jura por serem tão frexados a ponto de acoloiarem dentro dos gabinetes do Congresso Nacional, uma cabroeira de xelelés, baba ovo e até corta jacas dos namorados das coisadas que vão tomando chegada e terminam transformando as camarinhas daquela Casa, num verdadeiro gango ? Sim, porque há cerca de 2 anos atrás um destes senadores papangus andou encoivarando uma jornalista e foi o maior chafurdo, a cores e ao vivo para todo o Brasil. Depois descobriram que no prédio do Senado havia uma camarinha secreta para onde estes bocas de moxila desciam para fazer o que não presta… e apôs ?</p>
<p>Agora apareceu o papangu, bigode de arame, presidente do Senado, que amofumbou uma ruma de contratos, nomeações de xelelés, para ensebarem com o suado dinheiro público. Dê pro vista ! ! Avalie o tanto de carne pro gato este magote de lambai não está marretando de nós brasileiros. Tanto afragelado que ainda existe neste Brasil precisando de um adjitorio !</p>
<p>E pra acabar de croar ainda arrumaram um certo Conselho de Ética e acunharam lá dentro, para presidente, um senador folote, chamado de Paulo Duque, que aqui entre nós ganharia logo o apelido de cabeça de rôla.</p>
<p>Destá bichim, no próximo ano terá eleição… um dia a tampa vai voar e vocês, seus frexados, vão comer esteira de cangalha. Deus que me perdoe mas só presta assim. No tempo que os bichos falavam, quanto alguém inventava uma marmota o rei mandava capar… já pensou se ainda hoje fosse assim ? Credo ! …prefiro andar direito pra ficar inteiro ! “</p>
<p>A despeito da minha cultura de nordestino, sertanejo, eu sei muito bem que um Legislativo bicameral, isto é, com Câmara e Senado, no Brasil, com leis brandas e alguns políticos parasitas, nunca vai ter moral. Até parece que o caduco Senado Brasileiro copiou coisas do Império Romano, onde o imperador nomeou até um cavalo como senador. Lá pelo menos foi um inocente cavalo e não aqui que são as bestas e os papangus.</p>
<p>Pra finalizar sugiro que a Procuradoria da República ou o Supremo Tribunal Federal tente enquadrar estes senadores inúteis nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente, pois eles estão dando um péssimo exemplo para nossa juventude.</p>
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