<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Parelhas.NET - Há cinco anos levando Parelhas para o mundo &#187; Enviado pelo internauta</title>
	<atom:link href="http://parelhas.net/?feed=rss2&#038;cat=5" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://parelhas.net</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Sep 2010 19:35:42 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>DUAS CABEÇAS DURAS.</title>
		<link>http://parelhas.net/?p=368</link>
		<comments>http://parelhas.net/?p=368#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 May 2010 10:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enviado pelo internauta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parelhas.net/?p=368</guid>
		<description><![CDATA[Encontrei esta semana no Orkut, duas fotografias bem antigas do casal  Joaquim Gondim e Dona Raimunda, na comunidade Descendentes de Parelhas,  página “MUSEU VIRTUAL” e lembrei de um dos filhos do primeiro casamento  daquele conterrâneo, chamado Severino Gondim da Silva, com quem convivi  em São Paulo.
Era conhecido apenas como Severo, nasceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei esta semana no Orkut, duas fotografias bem antigas do casal  Joaquim Gondim e Dona Raimunda, na comunidade Descendentes de Parelhas,  página “MUSEU VIRTUAL” e lembrei de um dos filhos do primeiro casamento  daquele conterrâneo, chamado Severino Gondim da Silva, com quem convivi  em São Paulo.<br />
Era conhecido apenas como Severo, nasceu no Sítio Timbaúba,  trabalhou no cabo da enxada ajudando o pai, não quis estudar e quando  completou 18 anos veio para São Paulo, trazendo muita força física, alem  da mala e um pedaço de papel com o endereço de um irmão que residia em  São Caetano do Sul.<br />
Desembarcou na Estação do Norte, Bairro do Braz, após nove dias de  estrada com atoleiros, pontes caídas e pneus estourados. Mala numa mão e  papel com o endereço na outra, saiu à procura do número 442 e somente  depois de muita caminhada pelas ruas do bairro encontrou em frente à  estação ferroviária, uma plaquinha com esse número e desconfiou que  havia algo errado pois ali era um bar.<br />
Entrou e perguntou ao balconista por seu irmão; o português disse que  ali não morava nenhum irmão dele e ao ver o papel com o endereço,  observou que era em São Caetano do Sul e não na Capital, orientando-o a  pegar o trem e descer na estação daquela cidade, o que ele fez.<br />
Chegando em São Caetano, novamente saiu à procura do número 442,  andou, andou e achou &#8211; dessa vez na fachada de uma residência. Animado,  bateu palmas e ao ser atendido, perguntou por João seu irmão e  decepcionado ouviu que ali não morava ninguém com aquele nome. Mostrou o  papel, explicou que acabava de chegar do norte, estava exausto e com  fome. A pessoa que o atendeu explicou que o endereço era na Rua São  Geraldo número 442, bairro Santa Maria e aquela ali era Rua Campos  Sales, Centro, aconselhando-o a pegar um táxi que em poucos minutos  chegaria lá.<br />
Essa foi a estréia de Severo em São Paulo, no início do ano de  1958.<br />
Poucos dias depois estava empregado em uma fábrica de  refrigeradores, onde para iniciar, aprendeu a operar uma máquina que  moia cacos de garrafas e os transformava em lã de vidro, que servia de  isolante térmico, pois não haviam inventado o isopor.<br />
Ele tinha vinte e dois irmãos, dos quais, mais de dez moravam no  Estado de São Paulo. Na década de 70, com a morte de seu pai e logo em  seguida também de sua madrasta, os herdeiros aqui residentes, para  evitar a fragmentação da propriedade rural que possuíam, resolveram  renunciar em favor daqueles que já estavam instalados nas terras a serem  inventariadas. Foram todos a um Cartório e registraram tudo direitinho,  ficando Severo encarregado de levar os documentos para os  beneficiários.<br />
Chegando a Parelhas, cuidou de ir logo ao sítio, mas antes passou no  Supermercado de Zé Bileco, fez uma feira para mais de uma semana,  comprou agrados para as crianças, encheu uma caixa de pães, bolachas,  refrigerantes, juntou tudo a um fardo de tecidos e roupas que havia  comprado na Rua 25 de Março e num carro de praça rumou para lá, pensando  na agradável surpresa que ia fazer.<br />
Pretendia ficar para o almoço e passar resto da semana na casa  onde nasceu e viveu até completar dezoito anos. O inverno naquele ano  tinha sido bom e ele escolhera viajar no mês de junho exatamente para  comer umas melancias, pamonhas, canjicas, afinal faziam quase vinte anos  que não passava um São João na terrinha. Até uma rede nova ele comprou,  pois em São Paulo não dava para dormir em rede por causa do frio. Mas  na realidade, o principal objetivo dessa viagem e que ele não revelara a  ninguém, era rever uma namorada da época da juventude, que residia no  Sítio vizinho e segundo informações, assim como ele, continuava solteira  e bonita.<br />
Chegou logo cedo e nem precisou gritar “ô de casa” pois de longe, viu o  irmão no meio da vazante limpando o mato. Ao avistá-lo na porteira, seu  irmão já foi gritando a todos os pulmões:<br />
- Se você ta vindo aqui pensando que vai ter direito a um palmo  desta terra, pode dar meia volta e sumir daqui porque estas terras já  tem dono.<br />
No começo pensou que fosse alguma brincadeira, mas Jofim, que  tinha encostado o carro de ré junto à porteira, estava descarregando as  mercadorias e quando viu a cena, jogou tudo dentro do porta-malas  novamente, entrou no carro e gritou para que também entrasse depressa  pois aquele camarada estava falando sério e que era melhor irem embora  já.<br />
Severo ainda tentou acalmá-lo, mostrando o envelope com os  documentos que diziam exatamente o contrário do que ele estava pensando,  mas não teve tempo para explicar nada, pois o irmão aproximou-se  vermelho como uma pimenta, as veias do pescoço latejando em tempo de  estourarem, gritando ameaças de morte, com o cabo da enxada em riste,  caso ele permanecesse um minuto a mais ali.<br />
Lembrou que o mano desde criança era famoso pela maneira violenta com  que sempre agia e para evitar uma discussão com ele, colocou o envelope  com os documentos no chão junto à porteira e entrou rápido no carro que  já estava com o motor ligado. Antes da primeira curva, olhou para traz e  viu seu irmão pegar o envelope e rasgá-lo em vários pedaços enquanto  gritava impropérios e ameaças.<br />
Na madrugada do dia seguinte, estava na frente do Restaurante de  Cícero Rodrigues com a mala na mão, esperando o ônibus que vinha de  Caicó com destino a Natal a fim de retornar para São Paulo, remoendo com  amargura os acontecimentos da véspera.<br />
O ônibus estacionou junto à calçada e ele estava na fila para  entrar, quando surgiu um cavalo chispando e montado nele, aquele  destemperado irmão, trazendo embrulhados em um jornal velho os pedaços  dos documentos e antes de apear já foi dizendo:<br />
- Severo! Ontem, depois que você já tinha saído, quando meu menino  chegou da escola, juntou esses pedaços de papel e leu. Só aí entendi o  que você estava querendo dizer, por isso vim lhe procurar para fazer um  acordo.<br />
Vendo que ele havia se arrependido da grosseria, pois até tirou o chapéu  para falar, mas ainda profundamente magoado, respondeu como se já  tivesse a resposta ensaiada:<br />
- Então você morra e fique esperando no inferno, que quando eu morrer,  se for pra lá e se esses papéis não tiverem queimado ainda, vou pensar  no assunto.<br />
E sem dizer mais nada, embarcou no coletivo em direção à capital  potiguar, deixando ali o irmão tão atônito quanto ele havia ficado no  dia anterior na porteira do sítio.</p>
<p>São Bernardo do Campo, maio de 2010.<br />
Alínio S. Nascimento</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parelhas.net/?feed=rss2&amp;p=368</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Personagens parelhenses &#8211; Valdemar Trindade</title>
		<link>http://parelhas.net/?p=288</link>
		<comments>http://parelhas.net/?p=288#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 10:14:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enviado pelo internauta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parelhas.net/?p=288</guid>
		<description><![CDATA[VALDEMAR TRINDADE era um conhecido comerciante de minérios e tornou-se famoso depois que resolveu montar um museu onde colecionava amostras de pedras de todas as espécies que lhe apareciam, inicialmente aquelas extraídas em minas localizadas no Município de Parelhas, mas logo teve de ampliar seu projeto, pois a toda hora apareciam pessoas de outras regiões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/Valdemar.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-289" title="Valdemar" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/04/Valdemar.jpg" alt="" width="346" height="406" /></a>VALDEMAR TRINDADE era um conhecido comerciante de minérios e tornou-se famoso depois que resolveu montar um museu onde colecionava amostras de pedras de todas as espécies que lhe apareciam, inicialmente aquelas extraídas em minas localizadas no Município de Parelhas, mas logo teve de ampliar seu projeto, pois a toda hora apareciam pessoas de outras regiões trazendo pedras que ele imediatamente comprava, catalogava e acrescentava ao acervo. Muitas outras lhe foram presenteadas por amigos ou pessoas anônimas que simplesmente queriam colaborar e o certo é que sua casa foi ficando pequena para abrigar tantas prateleiras com pedras, com as mais variadas formas, tamanhos e matizes, mas todas muito belas. Era a principal atração turística que existia em nossa cidade e era comum excursões com estudantes e professores de geologia visitarem o mostruário (como ele chamava) com finalidades didáticas ou simples deleite. Em uma seção à parte, “juntava” amostras de falsificações que espertalhões faziam para tentar enganá-lo, mas isso será comentado em outra oportunidade, para não me estender muito agora. Sua paixão pelos minérios começou em meados dos anos 50, quando trabalhava na Usina de seu Florêncio, onde era uma espécie de “faz tudo”, desde a manutenção e conserto de máquinas e equipamentos, até a zeladoria do prédio que ainda hoje existe na Rua Valentim Nóbrega. Naquela época conheceu Raimundo Pimenta, comprador de minérios da Brasimet e passou a ser seu representante comercial, comprando a produção de berilo, colombita, tantalita e muitas outras variedades extraídas das minas. Saiu do emprego na usina e estabeleceu-se por conta própria, tornando-se o principal negociante de minérios da cidade. Era um homem muito sisudo e somente com pessoas muito chegadas é que de vez em quando admitia alguma brincadeira quando então mostrava todo o seu estoque de poesias que sabia de cor, daquelas aprendidas na literatura de cordel, sempre selecionadas entre as de melhor conteúdo humorístico-erótico-pornográfico. Infelizmente todo esse acervo se desfez junto com ele, pois eram da época de sua infância/juventude e não ficou nada escrito, mas sua arte de declamar valia a pena ouvir. Sempre que nos encontrávamos, gostava de pedir para lhe contar casos interessantes atendidos durante os mais de trinta anos que trabalhei na Polícia Civil de São Paulo e que ele todas as tardes acompanhava nos noticiários da televisão. Certa vez eu estava na loja de tecidos de Zé Cordeiro conversando com várias outras pessoas, quando Valdemar chegou e pediu para contar o caso do filho de um sapateiro que acertou na loteria, pois Ernani Cordeiro tinha ouvido o relato na véspera e não soube explicar nada direito. Como Ernani estava ali presente, vermelho que nem uma pimenta, confirmou que realmente tinha sido um fato muito arrepiante, mas ele não sabia contar com os detalhes de quem atendeu a ocorrência e pediu para repetir, sendo que de todos os presentes, apenas Valdemar não a tinha ouvido ainda. O caso foi o seguinte: em um sábado, por volta de uma hora da tarde, o dono de uma oficina de conserto de sapatos mandou seu filho, um rapazinho de uns 15 anos comprar uma lata de cola no armazém que ficava ali perto. Antes d’ele chegar na loja, foi abordado por um vendedor de bilhetes de loteria que com muita lábia, o convenceu a comprar vários bilhetes, afirmando que estavam premiados e que ele iria ganhar muito dinheiro. O garoto acreditou, comprou tudo que podia com o dinheiro que tinha e retornou à sapataria. Seu pai ao vê-lo sem a cola e com os bilhetes já foi desconfiando o que tinha acontecido e quando o filho disse que os bilhetes estavam premiados, ele olhou no relógio e retrucou: como estão premiados se ainda faltam dez minutos para o sorteio? Já pegou uma correia de sola e chicoteou o filho até que ele conseguiu escapar correndo, entrou no sanitário e trancou a porta por dentro. Passados cerca de vinte minutos, quando já tinha saído pelo rádio o resultado do sorteio, o bilheteiro entrou sorrateiro na sapataria e perguntou ao velho onde estava o garoto, que ele queria devolver o dinheiro dele e ter seus bilhetes de volta, mas viu que o sapateiro vinha em sua direção com a chibata e apressou-se em dizer que na realidade aqueles bilhetes tinham sido contemplados no primeiro prêmio e mostrou o resultado. Só então o velho se deu conta de que o menino estava trancado no sanitário já fazia mais de vinte minutos, foi lá, bateu várias vezes na porta e chegou até a pedir perdão, mas como não havia resposta e o barulho feito pelo sapateiro gritando, já começou a juntar gente, resolveu junto com o bilheteiro arrombarem a porta e encontraram o jovem com a cara toda roxa, o cinturão no pescoço, e os olhos esbugalhados. Emocionado, Valdemar interrompeu-me com a pergunta: estava morto? &#8211; Não Valdemar, tava entupido; comeu goiaba com as sementes e entupiu; tava roxo de fazer força e não saia nada! – respondeu Basto Medeiros, que já tinha caído na véspera com a mesma pergunta. Foi uma farra impossível de descrever; parecia o momento de um gol da Seleção e só Valdemar não riu. Depois de fazer “rum”, comentou sério: tem dias que a gente não devia sair nem na janela de casa e foi embora sem sequer se despedir. No dia seguinte, logo cedinho quando nos encontramos na Praça, ele disse que tinha passado a noite rido sozinho da própria burrice e já foi pedindo para contar outra, porque ele estava a fim de se vingar de seu amigo Basto.</p>
<p>Por: Alínio Silva do Nascimento</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parelhas.net/?feed=rss2&amp;p=288</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A MANGUEIRA DO BARÃO</title>
		<link>http://parelhas.net/?p=140</link>
		<comments>http://parelhas.net/?p=140#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 12:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enviado pelo internauta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parelhas.net/?p=140</guid>
		<description><![CDATA[Por: Alínio Silva do Nascimento
Janeiro é o mês de aniversário do Grupo Escolar Barão do Rio Branco. Já se vão mais de 90 anos e milhares de crianças que receberam ali as primeiras lições no longo caminho do aprendizado. Não sei se meu nome ainda consta na secretaria do Barão, ou se existem arquivos, pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Por: Alínio Silva do Nascimento</p>
<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/barao.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-141" title="barao" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/barao-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" /></a>Janeiro é o mês de aniversário do Grupo Escolar Barão do Rio Branco. Já se vão mais de 90 anos e milhares de crianças que receberam ali as primeiras lições no longo caminho do aprendizado. Não sei se meu nome ainda consta na secretaria do Barão, ou se existem arquivos, pois li no Livro “Memórias” de nosso conterrâneo e ex-aluno Aldo Medeiros, (ótima leitura para quem gosta de preservação de nossas coisas) que grande parte de seu acervo foi vendida para ser utilizada como papel de embrulho para barras de sabão, (Página 65). Alem de estabelecimento de ensino, o prédio do Barão foi cenário de muitos acontecimentos sociais, políticos e artísticos. Em seu palco aconteceram seções inesquecíveis do Tribunal do Júri, onde se travaram debates memoráveis entre Promotores de Justiça e Advogados de defesa, sempre com o auditório lotado, uns admirando os debates pelo alto nível intelectual com que cada um expunha suas teses; outros não entendiam nada, mas esperavam que a Justiça prevalecesse e havia ainda outros torciam, fazendo apostas em várias modalidades: absolvido ou condenado e neste caso, de quantos anos seria a pena. Nas eleições que aconteceram desde sua inauguração, suas salas abrigaram secções eleitorais e no seu palco, as contagens dos votos. Ali, as expectativas e angústias dos candidatos não impediam que o respeitável público desse muitas risadas com as piadas que alguns eleitores escreviam nas chapas eleitorais e eram lidas em voz alta pelo Juiz. As apostas ali também corriam soltas. Muitos espetáculos teatrais foram encenados em seu palco, quer por grupos amadores locais, comandados por um ex-aluno chamado Itan Pereira, que mais tarde foi Reitor da Universidade Federal de Campina Grande &#8211; quer por “troupes” profissionais que percorriam o país com suas peças, em um tempo em que ainda não tinham sido inventadas as novelas de Televisão e esta era privilégio de poucas Capitais. O baile da Festa de Janeiro até meados dos anos 50, acontecia em seu salão nobre, com orquestras famosas vindas especialmente de Recife, João Pessoa ou Natal. Escrevi “o baile”, no singular, porque realmente era o único durante a festa, dia 20, após o encerramento das festividades religiosas. A festa seguinte era o carnaval, quando os confetes e serpentinas enfeitavam seus salões embalados por boas orquestras e o cheiro inesquecível do lança-perfume neutralizando a inhaca exalante de cada sovaco. As férias eram em junho e coincidiam com a maior das festas daquela época. Quem não se lembra de seu Felino Bezerra comandando as danças de quadrilhas nas festas juninas ou dançando com Dona Francisca uma valsa? O salão se tornava pequeno, mas todos os outros casais paravam, cediam seus espaços e ficavam admirando o espetáculo de harmonia e majestade que aquele casal apresentava. Era o ponto máximo das festas juninas que todos os anos aconteciam no Barão. Nos finais de ano, seus salões se engalanavam para as solenidades de entrega dos diplomas aqueles que concluíam a primeira etapa da jornada no caminho do aprendizado formal. Ensaios, paraninfos, orador da turma, tinha um hino assim: “Dizendo tristemente adeus/A minha escola vou deixar/Adeus colegas que aqui ficam/Adeus escola que vou deixar.//Quando lá bem distante/Da terra onde nasci/Recordarei saudoso/A boa Escola onde aprendi”. Com locução de Durval Buriti, autoridades civis, militares e eclesiásticas compunham a mesa que dirigia os trabalhos, proferiam discursos e posavam pacientemente para os retratos, que demoravam porque a cada foto Heleno Dantas tinha que trocar a lâmpada do “flash” com a ajuda de um pedaço de pano, pois ao espocar, o bulbo atingia uma temperatura próxima dos cem graus Celsius. Terminava sempre com um baile até o dia amanhecer. O Barão abrigou também as primeiras escolas de segundo grau da cidade: a Escola Normal Regional com suas normalistas vestidas de azul e branco, trazendo um sorriso franco para o período vespertino; à noite, o Curso Comercial Básico que vestia uniforme marrom e lhe valeu o apelido de “franciscanos”. Segundo relato do Doutor Anastácio Pereira, ex-aluno, Professor Doutor em Agronomia e Diretor da Escola Agronômica de Araia-PB, o Governo do Estado não gastou nenhum centavo para erguer o prédio, alegando já ter construído aquele na Avenida Doutor Mauro Medeiros, (ex-aluno) onde hoje funciona a Prefeitura Municipal, mas com apenas duas salas, não comportava mais a demanda de alunos. O terreno foi doado por Antão Eliziário Pereira, enquanto os materiais de construção e as despesas de mão de obra foram custeados pela Prefeitura, por fazendeiros, comerciantes e demais empresários do Município. Havia à esquerda de quem entra pelo portão principal, uma mangueira que deve ter morrido de tão velha, pois, ainda segundo o Dr. Anastácio, serviu de baliza zero para o topógrafo locar o terreno onde foi erguida a obra e de tal forma, que permaneceu como parte integrante da paisagem. À sua sombra, todos os dias na hora do recreio se postavam os vendedores de pirulitos, cocadas, puxa-puxa, alfenim, roletes de cana, confeitos e outras iguarias. Aproveito agora este espaço que o “<a href="http://www.parelhas.net/" target="_blank">www.parelhas.net</a>” me concede para fazer uma sugestão à atual direção do Barão: providenciar junto ao viveiro de mudas, a reposição daquela mangueira, no mesmo local, como um ícone de uma campanha de conscientização, a partir das crianças que ali estudam, para a preservação da natureza. Poderia ser realizada uma solenidade, quando se plantaria uma nova mangueira, com a presença dos alunos, autoridades civis, militares, eclesiásticas, ex-alunos e funcionários, para que cada um assuma o compromisso de se tornar um guardião dessa árvore, como símbolo de respeito à Natureza e ao término de seu curso, transferir essa missão para os novos alunos que estarão chegando, de forma a se tornar a mascote do nosso Grupe Escolar Barão do Rio Branco. Tenho certeza de que bons frutos se colherão.</p>
<p>São Bernardo do Campo, janeiro de 2010</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parelhas.net/?feed=rss2&amp;p=140</wfw:commentRss>
		<slash:comments>49</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sugestão do Internauta &#8211; Festa de São Sebastião</title>
		<link>http://parelhas.net/?p=136</link>
		<comments>http://parelhas.net/?p=136#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 21:42:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enviado pelo internauta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parelhas.net/?p=136</guid>
		<description><![CDATA[Estive em Parelhas juntamente com meus familiares para assistir a festa de Sao Sebastião. Primeiramente, parabenizar a todos pela organizaçao e programaçao social/religiosa, mas é necessário alguns comentários, como sugestão;
1 &#8211; DAS NOVENAS Não pode uma novena demorar 3 horas para terminar. Isso prejudica as pessoas idosas que chegam a igreja uma hora mais cedo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estive em Parelhas juntamente com meus familiares para assistir a festa de Sao Sebastião. Primeiramente, parabenizar a todos pela organizaçao e programaçao social/religiosa, mas é necessário alguns comentários, como sugestão;</p>
<p>1 &#8211; DAS NOVENAS Não pode uma novena demorar 3 horas para terminar. Isso prejudica as pessoas idosas que chegam a igreja uma hora mais cedo para pegar um lugar sentado. Várias pessoas idosas tiveram que sair da igreja devido a demora de quase 3 horas para terminar uma novena.</p>
<p>2 &#8211; BANDA FERAS A nossa querida Banda Feras que tantas alegrias tem nos dado e divulgando o nome de Parelhas pelo Brasil, na apresentação que fez na Mauro Medeiros, deixou a desejar. Quase duas horas só tocando Reggae, com letras de música inapropriadas para a ocasiao, já que o &#8220;aloprado&#8221; cantor da banda, interpretava músicas com claro incentivo ao uso de drogas, ao crime e morte, inapropriadas para a ocasião, ja que muitas crianças estavam assistindo a apresentaçao, alem da cantora, que ao cumprimentat o Ilustre Prefeito da Cidade pelo seu aniversário, o chamou de &#8220;meu gostosão&#8221;.</p>
<p>3- DAS BANDAS NA MAURO MEDEIROS Não pode duas bandas ao mesmo tempo tocarem juntas na mesma rua numa distancia de menos de 200metros. Uma dupla se apresentava no palco próximo a Igreja, com um equipamento simples, humilde, mas dando o seu recado e divertindo as pessoas que se encontravam nas barracas ali montadas. De repente, uma banda com um potencial de som 10 vezes maior começou a fazer a sua a´presentaçao na mesma rua, o que evidentemente acabou com a apresentaçao da dupla que se apresentava mais a frente, já que o som que vinha da outra banda era infinitamente maior. Nós sabemos da competencia do jovem Secretário Carlinhos e o trabalho que o mesmo teve nos dias de festa para que tudo tivesse um final feliz, mas infelizmente precisa rever algumas programaçoes na próxima festa. É apenas uma sugestão, construtiva, e repito, no geral, foi uma grande festa e estao de parabens.</p>
<p>Atenciosamente, Edward de Oliveira Macedo/São Paulo</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parelhas.net/?feed=rss2&amp;p=136</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>UM SUSTO DANADO</title>
		<link>http://parelhas.net/?p=36</link>
		<comments>http://parelhas.net/?p=36#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 15:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enviado pelo internauta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parelhas.net/?p=36</guid>
		<description><![CDATA[Na década de l950, em Parelhas existiam várias alfaiatarias, pois o uso de paletó e gravata era quase obrigatório em qualquer ocasião mais solene, como uma missa dominical, uma reunião social, casamento, batizado, enterro, comício, eleição, baile.
Nas reuniões da Câmara Municipal, era obrigatório para os Vereadores. Trabalhei vários anos no escritório da Usina Arnaldo &#38; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/alinio.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-35" title="alinio" src="http://parelhas.net/wp-content/uploads/2010/01/alinio-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Na década de l950, em Parelhas existiam várias alfaiatarias, pois o uso de paletó e gravata era quase obrigatório em qualquer ocasião mais solene, como uma missa dominical, uma reunião social, casamento, batizado, enterro, comício, eleição, baile.</p>
<p>Nas reuniões da Câmara Municipal, era obrigatório para os Vereadores. Trabalhei vários anos no escritório da Usina Arnaldo &amp; Irmão e lembro que nas segundas-feiras quase a totalidade dos plantadores de algodão do Município compareciam aquele local para fazer negócios, vender sua safra ou para um simples dedo de prosa e todos trajavam paletó. A família Passos era famosa nesse ramo, começando pelo patriarca Seu Miguel, Geraldo, Nilson e Zé Passos.</p>
<p><span id="more-36"></span>Para se conseguir um terno confeccionado por eles, tinha que fazer a encomenda com meses de antecedência e a partir de outubro, não aceitavam novos pedidos para o mês de janeiro, por motivos óbvios. Com o passar do tempo, o hábito foi sendo abandonado e os alfaiates mudaram de ramo ou foram viver em outras localidades. Acho que apenas os fazendeiros Paperó e Antonio Adonis jamais abandonaram essa indumentária. Zé Passos trabalhou por um período na construção do Açude Caldeirões onde exerceu as funções de apontador e concluída a obra, passou a ser representante do INSS na cidade. Foi também um dos fundadores do Clube de Caça e Pesca onde passava horas de lazer com amigos jogando gamão (era um craque), dominó, dama e carteado. Para desempenhar essa nova profissão, era obrigado a viajar constantemente a Natal, pois não existiam agências na região e pelo menos uma vez por semana era obrigado a comparecer na repartição para dar entrada em documentos dos contribuintes. Ganhava pouco, mas dava para sobreviver. Uma das formas de economizar nas despesas era apelar para caronas com pessoas que também viajavam para a capital e possuíam carros próprios como o empresário e político Florêncio Luciano, que invariavelmente às terças feiras cedinho viajava em seu famoso Chevrolet preto modelo 1948. Morria de medo, porque o velho só dirigia a 100 por hora naquelas estradas esburacadas e cheias de curvas fechadas, mas em compensação não gastava dinheiro com passagem e quando paravam em Currais Novos para tomar café, nunca desembolsou um tostão porque seu Florêncio pagava a conta dele também. Numa dessas viagens decidiu que naquele dia pagaria o café da manhã e tão logo desceram do carro foi até o garçom e avisou: “hoje você não cobra nada do velho porque eu ganhei uma bolada no bicho e quem paga a conta sou eu; se você cobrar dele, vai levar um tabefe na tabua do queixo” – o rapaz respondeu “sim senhor” e passou a arrumar a mesa, quando pararam em frente ao restaurante dois carros: de um desceram o industrial Chico Seráfico, sua esposa Dona Mônica e o motorista; do outro, Euclides Ribeiro, negociante de algodão, acompanhado de três desconhecidos e todos se dirigiram à mesa, cumprimentaram seu Florêncio que mandou o garçom juntar mais duas mesas à sua formando aquele enorme banquete. O primeiro a pedir, já mandou vir uma garrafa de uísque Cavalo Branco e água de coco. Outro pediu conhaque Macieira e apesar de ser nove horas da matina, parecia mais uma festa num clube que café da manhã. Só ele, Dona Mônica e o motorista dela tomavam café com leite e comiam tapioca; os demais estavam travados nas bebidas e até travessas com bode torrado, macaxeira, farofa e carne assada apareceram. De repente, sentiu um forte formigamento na espinha: e a conta? Entrou em pânico pois o dinheiro que tinha não dava nem para dez por cento daquela farra. Sentiu uma forte cólica intestinal e por cautela, segurou a flatulência. Tremendo e suando muito, gesticulava para o garçom, mas ele disfarçava, fazia oquei com o polegar e só muito tempo depois se aproximou, disse em seu ouvido: “não se preocupe seu Zé, o senhor é quem manda” e afastou-se para atender outro freguês. O tempo passava e sua angústia aumentava, até que seu Florêncio fez o clássico sinal para o garçom: “me traz a conta, menino” e o rapaz respondeu: “já está tudo pago seu Florêncio”. Zé Passos teve uma turica. Quando foi recuperando a consciência, sentiu que estava numa espreguiçadeira, observou os olhos do garçom esbugalhados com uma garrafa de uísque na mão e se deu conta de que lhe haviam enfiado goela abaixo uma talagada daquela bebida, pois sentia boca e garganta queimando, um gosto forte de alguma coisa que nunca tinha experimentado e uma estranha disposição física e mental. A primeira coisa que ouviu foi Euclides dizer: “você precisa se alimentar melhor e beber menos, magrelo” e todos deram risadas. Novamente apavorou-se ao ver o garçom com um pedaço de papel na mão, mas antes que desmaiasse de novo, o moço procurou acalmá-lo: “é um guardanapo” e explicou: quando Euclides Ribeiro entrou no restaurante avisou-me que se eu recebesse a despesa de qualquer outra pessoa, ele me dava uma surra e daí eu preferi levar o seu tabefe; ele pagou tudo. Zé não sabe se foi o uísque ou esta notícia, mas sarou. Levantou-se da preguiçosa, deu uma cambaleada e rumou para o carro onde o velho Florêncio já o aguardava e fez apenas um comentário: eu nunca tinha visto você beber; uísque é muito forte para quem não tem costume. Quando deu fé estavam chegando em Natal e nem notou a velocidade e demais barbeiragens que certamente aconteceram. Durante muito tempo, quando paravam em Currais Novos, alegava ter tomado café em casa, que estava sem apetite, mas nunca mais entrou naquele restaurante.</p>
<p>Enviado por:</p>
<p>Alínio Silva do Nascimento<br />
São Bernardo do Campo, novembro de 2009</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parelhas.net/?feed=rss2&amp;p=36</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Solicitação do Internauta</title>
		<link>http://parelhas.net/?p=21</link>
		<comments>http://parelhas.net/?p=21#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 14:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Parelhas.NET</dc:creator>
				<category><![CDATA[Enviado pelo internauta]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://parelhas.net/?p=21</guid>
		<description><![CDATA[Prezados Senhores,
A festa da Jovem Guarda (baile dos coroas) é sempre realizado nos primeiros dias da festa de São Sebastião. Solicitamos aos organizadores da festa para que o baile dos coroas seja realizado mais para o final da festa. Muitos parelhenses que residem fora de Parelhas, não conseguem ir a festa dos Coroas logo no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados Senhores,</p>
<p>A festa da Jovem Guarda (baile dos coroas) é sempre realizado nos primeiros dias da festa de São Sebastião. Solicitamos aos organizadores da festa para que o baile dos coroas seja realizado mais para o final da festa. Muitos parelhenses que residem fora de Parelhas, não conseguem ir a festa dos Coroas logo no começo da festa porque estão trabalhando. Sendo marcado para os últimos dias da festa, com certeza dará oportunidade para maior participação. Está ai a sugestão.</p>
<p>UM abraço a todos</p>
<p>Edward de Oliveira Macedo – São Paulo/SP</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://parelhas.net/?feed=rss2&amp;p=21</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
