
A história de Parelhas, no Seridó potiguar, remonta à ocupação das terras por bandeirantes, mas seu nome deriva de antigas e populares corridas de cavalos em duplas (“parelhas”) no século XIX, na região do Boqueirão, atraindo vaqueiros e boiadeiros. O povoado cresceu em torno da pecuária e do comércio, tornando-se Vila em 1920 e município em 1926, destacando-se hoje como a “capital da telha” e por seus sítios arqueológicos com pinturas rupestres.
Origem do Nome e Povoamento:
Corridas de Parelhas: O termo “Parelhas” vem da prática de vaqueiros disputarem corridas de cavalos lado a lado (em “parelhas”) na região plana do Boqueirão, à beira do Rio Cidó, atraindo multidões.

Pioneiros:
O tenente Francisco Fernandes de Souza é um dos pioneiros, e a Fazenda Boqueirão (fundada em 1850) foi crucial para o desenvolvimento do local.
Fatores de Atração: Além das corridas, as terras férteis para pecuária e agricultura, e o cruzamento de rotas comerciais, atraíram diversos moradores.
Marco Religioso:
Uma epidemia em 1856 levou à construção de uma capela de São Sebastião, marcando o início do povoado.
Desenvolvimento e Emancipação:
Povoado a Município: Parelhas se tornou um importante ponto de encontro, evoluindo para Vila em 1920 e, finalmente, para município em 1926, sendo elevada à categoria de cidade em 1927.
Política: A cidade participou ativamente da política estadual, especialmente com a nomeação de Ageu de Castro como prefeito após a Revolução de 1930.
Destaques Atuais:

Economia:
Parelhas é conhecida como a maior produtora de telhas de barro do RN, além de ter base na agricultura e pecuária.
Turismo e Cultura:

A região abriga o Açude Boqueirão, serras e sítios arqueológicos (como o Mirador, com pinturas rupestres pré-históricas).
Cinema: A comunidade de Barra, em Parelhas, serviu de cenário para o filme brasileiro “Bacurau”.






