BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Ao comentar o caso do Banco Master nesta terça-feira (13), o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou que o Brasil pode estar diante da maior fraude bancária da história do país.
“O caso inspira muito cuidado. Nós podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país e temos que tomar todas as cautelas devidas”, afirmou Haddad em conversa com jornalistas na porta do ministério. “Garantindo espaço para a defesa se explicar, mas sendo firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”.
Ao ser questionado sobre a inspeção do TCU (Tribunal de Contas da União) no BC, determinada pelo relator do caso na corte, ministro Jhonatan de Jesus, o ministro afirmou que “toda transparência ajuda” e voltou a defender o trabalho do Banco Central e do presidente da instituição, Gabriel Galípolo, com quem disse estar em contato diário.
“O trabalho feito pelo Banco Central é tecnicamente muito robusto”, disse. “Falei com o presidente do TCU [Vital do Rêgo] algumas vezes ao telefone durante a semana passada [e] penso que houve ali uma convergência sobre como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados.”
Haddad também lembrou dos aportes feitos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Ecônomica Federal no FGC (Fundo Garantidor de Créditos) que agora será responsável por honrar cerca de R$ 42 bilhões em dívidas do Master e disse que, até por isso, o assunto é de interesse público.






